Mudança de rumo: o que a vida quer de nós é coragem

Attraversiamo. Se você já leu o livro “Comer, Rezar, Amar”, de Elizabeth Gilbert – autora e protagonista da obra, que não é uma ficção, vale ressaltar –, ou assistiu à adaptação para o cinema, com a Julia Roberts, ou até mesmo se você sabe um pouco de italiano, então talvez você conheça essa palavra. No português, ela significa, literalmente, “atravessamos”. É o ato de atravessar, a ideia de fluir, avançar, mudar.

Mas, se você nunca foi apresentado à história, eis aqui o contexto (talvez você se identifique): Liz, para os íntimos, apesar de uma carreira de sucesso, um marido apaixonado e uma casa perfeita, sentia-se perdida, sem rumo. Decidida a seguir em frente, demitiu-se do emprego e partiu para uma viagem de um ano pelo mundo. Sozinha. Seu objetivo era visitar três lugares (Itália, Índia e Indonésia), onde pudesse examinar aspectos de sua própria natureza.

A jornada de Liz pode ensinar muitas coisas para todos nós. Mas, a principal delas, é que, à vezes, nós precisamos primeiro nos perder, para só depois nos encontrarmos. E essa é um pouco da minha história, também. Há um ano, me deparei com uma frase que mudou minha vida: “se você não trabalhar pelos seus sonhos, alguém vai te pagar para trabalhar pelos dele”. E aquela foi a gota d’água de um processe de inquietação crescente que já vinha dentro de mim.

Larguei uma carreira de 20 anos de executiva de marketing e vendas de grandes empresas para me lançar numa jornada empreendedora, incerta e desconhecida. Era como um tiro no escuro, como saltar de um avião sem paraquedas. A única promessa era a de felicidade, realização e mais liberdade.

Mas você pode conhecer mais da minha história, que talvez possa te ajudar a começar a sua – se você também pensa em realizar uma transição de carreira para o empreendedorismo -, no meu eBook, “Mudar, Reinventar e Empreender”, que está disponível para download gratuitamente. Além de abrir todo esse meu processo de mudança para você, eu ainda conto como o marketing digital me ajudou nessa jornada, além de várias dicas de produtividade, mudança de modelo mental e muitos outros insights.

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Minha história, a da Elizabeth, a de tantos outros e talvez a sua, tem alguns denominadores em comum: uma inquietação, um desejo de mudar e se reinventar, e coragem para se lançar rumo ao desconhecido. Mas é preciso, primeiro, dar ouvidos a essa inquietação e encontrar uma maneira para enfrentar seus medos e não deixar que os problemas te sufoquem, transformando as situações de estresse em aprendizado e não em sofrimento ou dor.

Isso se chama “resiliência”. É a capacidade de voltarmos ao nosso estado natural após alguma situação crítica e fora do comum, superando pressões, obstáculos e dificuldades. Claro, não é uma tarefa fácil, mas também não é impossível, e eu quero te ajudar a enxergar como aumentar o seu nível de coragem para que você possa tomar a decisão de dar os primeiros passos em direção a um sentido e um propósito de mudança na sua vida.

Mas o que você precisa saber, antes de tomar qualquer atitude, e que talvez, a maioria dos “corajosos” por ai não revela, é que coragem não é a ausência de medo. É a persistência, APESAR do medo, uma vez que nós somos programados, desde a nossa infância, para sentir medo. Coragem é a decisão de que algo é mais importante do que o medo, é um recurso interno que todos nós possuímos. E foi isso o que aconteceu comigo.  A coragem e a resiliência vieram acompanhadas de muito comprometimento, determinação e, também, planejamento.

Uma frase, do filme da Disney “O Diário da Princesa”, diz que o corajoso pode não viver para sempre, mas o cauteloso nunca vive plenamente. Você precisa, então, encontrar o meio termo entre a coragem e a cautela. Não é se atirar de um trapézio de circo sem rede de proteção e sem saber como alcançar o outro lado. É se lançar, sim, com coragem, mas possuindo as ferramentas e os meios necessários para alcançar com segurança o outro lado do picadeiro.

E é ai que o planejamento desempenha um papel fundamental. Reduzir o poder do seu medo e criar coragem são os primeiros passos, mas é a partir da organização e do planejamento que você vai desenvolver meios para poder realizar o que te faz feliz, e isso é essencial. Ame o que você faz ou vá fazer o que você ama! Destrua seus medos, jogue luz sobre eles, pare, pense, reflita, planeje e se informe. Pergunte a si mesmo se esses medos possuem fundamentos. Fortaleça-se emocionalmente e busque ajuda para desconstruir medos e crenças que te limitam.

Isso tudo é essencial para você fazer da dificuldade a sua motivação, aceitar a resiliência como a sua capacidade de renovar as atitudes e continuar aprendendo com cada lição, praticando a auto-responsabilização, um dos pilares dos processos de coaching. Auto-responsabilização é você desenvolver a clareza, a consciência, de que você não pode depender de ninguém e de nada, nem de um contexto econômico, de um governo ou de um emprego. E quando você entende isso, tudo muda, você deixa de adiar os seus sonhos e de colocar condicionamento para o que você quer realizar.

A partir daí, você vai iniciar um processo de transformação pessoal para que você se torne aquela pessoa que você precisa ser, para conquistar o que você quer. A sua melhor versão. É um compromisso de repactuação com você e com a sua vontade de fazer dar certo. Attraversiamo! Atravessemos os limites que nos impedem. Dê a si a oportunidade de se encontrar nesta vida e não viver as margens de si mesmo.

O trecho abaixo, retirado de “Comer, Rezar, Amar”, é inspirador, e talvez faça sentido para você e para o seu momento: “aceitamos viver infelizes porque temos medo da mudança, que as coisas acabem em ruínas. Aí, eu olhei esse lugar, o caos que ele suportou, o modo como foi adaptado, queimado, pilhado e depois encontrou uma maneira de ser reconstruído, e me tranquilizei. Talvez minha vida não tenha sido tão caótica. O mundo que é, e a única armadilha real é nos apegarmos às coisas. A ruína é uma dádiva. A ruína é o caminho que leva à transformação”.

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