Pare de se ver como um desempregado e comece algo novo!

Eu pensei muito em que tipo de coisa escrever pra fechar o ano.

Várias pautas me passaram pela cabeça, entre retrospectivas, dicas pra isso ou pra aquilo, mas o que me moveu mesmo foi expressar solidariedade e compartilhar algumas ideias com aqueles que estão enfrentando o difícil momento do desemprego.

Quanto mais leio sobre a situação do desemprego, maior a minha intuição de que é a hora de muita gente se dar a chance de seguir um caminho novo, para o qual talvez faltasse coragem.

Tenho certeza que para a maioria que vai ler esse artigo, a primeira reação vai ser de que isso é impossível, com as contas batendo na porta. Mas a pergunta é: ficar esperando a oferta de emprego voltar vai adiantar alguma coisa? É preciso abrir a cabeça num momento como esse. Por que não se perguntar no que você pode empreender, o que você pode vender, fazer renda extra e se virar?

Eu sempre uso o exemplo de uma amiga, a Sabrina do e-commerce Francisca Joias, que quando decidiu empreender tinha R$ 50 pra começar. Ela comprou algumas bijuterias e revendeu no Mercado Livre. Com o pequeno lucro comprou um pouco mais e dessa vez contratou o disparo de emails deles e aumentou o seu capital em algumas dezenas de vezes. Confiante de que poderia multiplicar essa venda e disposta a se reinventar, ela persistiu e hoje tem um e-commerce de jóias contemporâneas que vai faturar 2,5 milhões esse ano, 5 anos depois de acreditar e começar algo novo.

Temos muitas Sabrinas por aí, é só pesquisar. Mulheres e Homens que numa situação de dificuldade se empoderam ao invés de ficarem se sentindo desempregados vitimados pela crise.

Isso sem falar do número de pessoas que está na internet ensinando alguém a fazer algo com seu produto digital, mesmo achando que aquilo tudo seria impossível para elas. O recomeço coloca a gente bem fora da zona de conforto, mas é bem por aí o caminho. Pesquisar o que você poderia fazer com seus talentos, estudar o que for preciso, se arriscar um pouco e colocar a mão na massa.

Se você chegou até aqui e ainda está lendo esse artigo, pare e pense:  no que vai te ajudar ficar deprimido se sentindo um desempregado em vez de colocar a sua atenção em começar algo novo, empreendendo nas suas paixões e projetos?

Deixa eu colocar mais alguns dados aqui. Tenho lido muitas coisas a respeito da situação do desemprego no país e veja essa matéria da Folha:  (leia na íntegra a matéria clicando AQUI )

A parte que mais me assustou foi esse trecho que fala do “desalento”: “A desaceleração é um indicador de que está aumentando o desalento, de pessoas que começaram a buscar emprego, não encontraram e desistiram, afirmou o pesquisador d FGV Bruno Ottoni.

Quem sabe não possamos aqui olhar para o desafio do desemprego com alguma serenidade pra driblar esse desalento?  E por mais contra intuitivo que possa parecer, porque não enxergarmos com alguma gratidão, com todo o respeito a quem está enfrentando a situação.

Eu digo gratidão pelo simples motivo de que todo problema pode estar nos escondendo um presente, uma oportunidade de se reinventar, mudar e viver uma nova história com mais realização.

Nós coaches utilizamos como ferramenta as perguntas “poderosas” e fortalecedoras.

Gostaria de deixar algumas pra você se fazer e responder (papel e caneta na mão agora).

O que uma situação difícil como essa pode estar tentando ensinar à sua alma?

O que você pode aprender com ela e evoluir?

O que você só percebeu agora que poderia ter feito diferente antes?

O que você deixou pra trás que poderia ter sido o seu Plano B?

O que você pode fazer de diferente agora, amanhã e depois pra não estar mais tão vulnerável?

O que você tem de talentos e habilidades que alguém precise e que possa virar o seu novo sustento?

O que você faz tão bem que os outros até te pagariam para fazer?

 

Respondeu?

 

Eu espero que sim, pois esses exercícios de coaching funcionam e muito. Mas só funcionam quando a gente realmente se compromete e responde no papel. Eles são capazes de te trazer os insights que você precisa, mas você tem que efetivamente refletir e responder. Se não conseguir responder de primeira, volte às perguntas um pouquinho todo dia. Seu cérebro vai te ajudar a encontrar as respostas.

Fato é que não podemos entrar no modo “esperar”. Mesmo que você ainda espere que vai voltar pro mercado, que tal se empreender e se permitir coisas novas enquanto espera?

Que tal descobrir a cada dia desse período difícil um novo você, confiante e produtivo, que é capaz de fazer por você o que você fazia pelo seu empregador?

Que tal reunir suas forças, competências e habilidades, olhar pra elas e ser criativo? Como você pode monetizá-las? Se pergunte várias vezes. Pergunte aos seus familiares, amigos, possíveis clientes. Peça ajuda, declare sua intenção.

Você vai precisar quebrar algumas crenças é claro, e se posicionar no mundo pra que os seus talentos virem dinheiro. Porque habilidades e talentos eu tenho certeza que você tem. Talvez falte uma coisinha chamada foco e disciplina pra colocar seus projetos em prática e é hora de conquistá-las. Talvez falte aprender a fazer o seu marketing, se promover um pouco mais, e não tem nada de indigno nisso. Indigno é ficar a mercê de uma crise que se prolonga e está afetando a sua vida.

No meu trabalho como coach de transição de carreira tenho tido a oportunidade de endereçar esse assunto com muitas pessoas diferentes e ouvir histórias diferentes.

Acredito na nossa capacidade de nos reinventarmos pois eu mesma já passei por isso.

Quem acompanha meu trabalho há algum tempo sabe que eu optei pela demissão antes que ela batesse à minha porta. E a preparação foi fundamental. O famoso “plano B” não deveria começar quando uma crise se instala. A verdade é que quase ninguém pensa sobre isso até que leve um susto da vida e tenha que correr atrás.

Esteja você já nessa situação ou na iminência de uma demissão, eu acredito e recomendo buscar a preparação para o seu plano B sempre, até que ele se torne o seu plano A. Isso deve ser uma constante em nossa vida, estar preparado para o imprevisto, o novo, a mudança e a necessidade de criar o nosso próprio trabalho.

O que estamos vendo acontecer na crise prolongada, que desencadeou no enxugamento massivo nas empresas, gerando esses milhões de desempregados, é provavelmente uma mudança dos tempos e não apenas da crise.

Já é sabido que vários cargos não voltarão a existir mesmo quando a coisa melhorar; que várias empresas não voltarão ao mesmo tamanho de operação pois o efeito colateral de uma redução drástica como essa é que as empresas também aprendem a trabalhar de forma mais eficiente, com menos gente e reduzindo despesas. Então é quase impensável ficarmos esperando a “maré braba” passar para recuperar o nosso emprego, ele pode realmente não voltar a existir.

As mudanças radicais que a tecnologia está trazendo num horizonte curto de tempo são difíceis até de acreditar, mas elas virão rápido: carros autônomos, inteligência artificial, robôs, realidade virtual, internet das coisas, máquinas pra tudo e mais um pouco.

Esse futuro próximo está bem divulgado e já deixa claríssimo que o mercado de empregos será muito menor no futuro e enquanto isso a sua aposentadoria também será cada vez mais distante.

Ao mesmo tempo sua expectativa de vida será cada vez maior e seus hábitos cada vez mais adaptáveis aos cenários de viver mais e trabalhar por muito mais tempo.

OK? Mas trabalhar aonde? Cadê o emprego?

Recentemente veio à minha cidade, para dar uma palestra, um investidor de start ups que leva grupos de empresários para visitar o Vale do Silício e conhecer de perto as mudanças tecnológicas. Uma pessoa que assistia na platéia a tudo que ele mostrava, vendo todas as inovações e substituições do homem pela máquina, perguntou: onde eu vou me encaixar nessa história?

A resposta do jovem rapaz foi a seguinte: nem os grandes empreendedores do Vale do Silício sabem responder isso ao certo.

O que é certo é que as habilidades do futuro precisarão ser outras e que o homem definitivamente não desempenhará mais o trabalho de tudo aquilo que puder ser feito por uma máquina.

Sua contribuição ao mundo será nas chamadas “soft skills”, habilidades intrapessoais e interpessoais, que envolvem o autoconhecimento, a comunicação, a liderança, o relacionamento entre as pessoas, a análise crítica. Até mesmo a inteligência artificial tomará muito o espaço do nosso intelecto. Ter um QI elevado somente não garantirá um espaço no mercado de trabalho.

Tudo isso me faz pensar que a sincronia do universo está mais forte do que nunca e por isso a era do Propósito está ganhando força e vai reinar. É o nosso conjunto de habilidades, dons e talentos a serviço do mundo de forma única e carregado de paixão que precisamos deixar florescer. Precisamos encontrar o nosso propósito e transformá-lo em trabalho independente da existência de empregos.

É muito provável (e assim tenho visto) que ao encontrar o seu verdadeiro propósito pessoal, aquilo que você veio aqui contribuir no mundo, você encontre também o seu novo trabalho e uma saída para o seu desemprego. O seu propósito te dá coragem e vice versa. Ele também te faz brilhar e se destacar no meio da multidão.

Não é fácil, mas veja como faz algum sentido: se você se encontrar e souber o que te faz feliz, você vai fazer o seu papel com maestria, vai ajudar pessoas a resolverem seus problemas e gerar valor na vida delas. E em troca, de forma inevitável, você vai receber valor de volta em forma monetária. Pode demorar um pouco mais, um pouco menos, vai depender muito da sua dedicação, mas o dinheiro virá se você conseguir gerar valor com o seu trabalho. Esse é só o primeiro passo, é claro.

Depois de descobrir a sua habilidade chave, a sua missão, você precisa levar isso ao conhecimento do mundo para monetizar os seus talentos. Aqui é que entra a sua habilidade de marketing e vendas, que deveria ser uma fiel escudeira. É importante trabalhar pra desenvolvê-las.

E mais uma vez a sincronicidade parece estar operando perfeitamente, pois a internet está te dando essa possibilidade de fazer isso a um custo infinitamente menor que antes. É possível começar um trabalho novo com muito pouco hoje em dia. É possível vender o seu trabalho sem precisar sair se vendendo ou investindo dinheiro em publicidade. É possível atrair as pessoas que precisam do seu trabalho gerando conteúdos relevantes e úteis nas mídias digitais, que são uma imensa vitrine e tem transformado vidas em tempo recorde para muitos que trabalham nela com verdade, integridade, consistência e gerando valor real, se colocando a serviço do mundo, transferindo conhecimento e ajudando as pessoas genuinamente.

Tenho muitos amigos fazendo isso e eu mesma segui esse caminho de começar um novo trabalho a partir da criação de uma presença online e construção de autoridade digital na minha área como coach. Eu me preocupo em me tornar uma referência gerando valor primeiro. E os clientes serão uma consequência dessa presença depois que você gera valor com consistência, através do seu conteúdo.

A princípio pode parecer que não é pra você, pois temos a tendência de não nos acharmos bons o bastante. Mas, o que mais tenho visto são pessoas que antes não se expressavam, não compartilhavam, não ensinavam, e que estão se descobrindo “autores” de muito conteúdo útil pra vida das pessoas.

E como o próprio nome diz, o fato de se tornar “autor” de conteúdos, te proporciona cada vez mais rápido o ganho de “autoridade” na sua área. Você passa a ser uma referência para uma comunidade que te segue.

Você pode começar como eu estou fazendo aqui: escolha um nicho e um posicionamento, escreva um blog, faça vídeos, use o facebook, o instagram, o linked in, o youtube etc. Coloque pra fora um conteúdo capaz de ajudar pessoas e depois uma parte dessas pessoas vai precisar do seu trabalho remunerado.

Pense bem enquanto passa pelo desemprego, enquanto decide aquilo que quer fazer, mesmo que esteja em busca do emprego novo. Comece a se descobrir e a compartilhar isso com o mundo usando o poder da internet. Quem sabe você não vai descobrir um novo empreendedor dentro de você e aprender a monetizar os seus talentos mais cedo do que imagina.

Vamos lá? Como você vai ajudar o mundo enquanto espera o Brasil melhorar? Tenho certeza que se colocando em movimento talvez você não precise esperar tanto.

Para conhecer mais do meu trabalho continue navegando no meu site: www.carolinecaracas.com.br

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Para consultas sobre coaching individual me envie um email: caroline.caracas@gmail.com

Agenda de 2017 está aberta para início em janeiro, com vagas limitadas a 3 pessoas por trimestre. Me conte sua história e em que precisa de ajuda que agendaremos sua sessão inicial de entrevista.

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